Após um fim-de-semana de trabalho árduo para integrar um conjunto de temas obrigatórios na Autobiografia sem que parecesse a sua abordagem um despropósito, chegou hoje o dia da entrega.
Lá estava de novo à porta do CNO ( Centro de novas oportunidades )um pouco antes das 9h e dei por mim no carro a achar que seria mais sensato não desatar logo a correr para entregar o Portefólio, pelo que me deixei ficar no carro relendo os meus apontamentos do que se disse, nas sessões de abertura e formação.
Pelas 9,20h lá decidi entrar e desta vez fui encaminhado pela senhora da recepção para uma outra sala, já dentro da área administrativa.
Deparei com uma sala aberta em "open space", com um pé direito alto onde encontrei um conjunto de secretárias separadas por pequenos biombos, onde trabalhavam 5 raparigas novas que nunca tinha visto.
À minha chegada, ou talvez pelo meu - Bom dia, algumas levantaram os olhos e aproveitei para questionar quem seriam os técnicos da equipa A e as duas do fundo responderam. Uma com um sorriso afável e outra diferente um pouco mais formal.
Pedi para rever com a técnica a localização de alguns textos, que poderiam estar fora do lugar e efectivamente alguns estavam, dando-me a possibilidade de os recolocar.
Bom, agora terei de aguardar até à próxima segunda feira dia 14, para ir buscar o Portefólio já com as anotações, para ser melhorado.
Lá estava de novo à porta do CNO ( Centro de novas oportunidades )um pouco antes das 9h e dei por mim no carro a achar que seria mais sensato não desatar logo a correr para entregar o Portefólio, pelo que me deixei ficar no carro relendo os meus apontamentos do que se disse, nas sessões de abertura e formação.
Pelas 9,20h lá decidi entrar e desta vez fui encaminhado pela senhora da recepção para uma outra sala, já dentro da área administrativa.
Deparei com uma sala aberta em "open space", com um pé direito alto onde encontrei um conjunto de secretárias separadas por pequenos biombos, onde trabalhavam 5 raparigas novas que nunca tinha visto.
À minha chegada, ou talvez pelo meu - Bom dia, algumas levantaram os olhos e aproveitei para questionar quem seriam os técnicos da equipa A e as duas do fundo responderam. Uma com um sorriso afável e outra diferente um pouco mais formal.
Pedi para rever com a técnica a localização de alguns textos, que poderiam estar fora do lugar e efectivamente alguns estavam, dando-me a possibilidade de os recolocar.
Bom, agora terei de aguardar até à próxima segunda feira dia 14, para ir buscar o Portefólio já com as anotações, para ser melhorado.
De acordo com a planificação desloquei-me pelas 14,30h para recolher o meu PRA, fui encaminhado para a mesma sala ao fundo à direita e de novo as mesmas técnicas que tinha visto da outra vez. Desta vez todas bastante simpáticas. Após ter referido ao que ia e indicar o meu nome a formadora que da outra vez tinha considerado formal, quebrou essa ideia já que ao ir buscar a minha pasta me indicou que tinha gostado de ter lido o meu trabalho, com um sorriso aberto. No entanto ao abri-la verificou que uma outra formadora ainda não tinha lido o PRA e dispus-me a passar de novo por lá no fim da tarde, dando assim tempo que o pudesse fazer sem a pressão da minha presença.
Pelas 18,30h, lá regresso de novo. Desta vez é já o formador CP – Cidadania e Profissionalidade, que me recebe e que simpaticamente elogia o trabalho feito e me esclarece dos temas e notas que devo ter em consideração para melhorar a Autobiografia. Entrega-me mesmo uma folha impressa, com umas bolinhas assinaladas a azul sobre um conjunto de temas que deveria abordar.
Saí acompanhado pela formadora que no início da tarde tinha falado aproveitando para trocar umas impressões sobre como funciona a atribuição dos créditos, já que nada vi no PRA sobre essa análise quantitativa.
Pelas 18,30h, lá regresso de novo. Desta vez é já o formador CP – Cidadania e Profissionalidade, que me recebe e que simpaticamente elogia o trabalho feito e me esclarece dos temas e notas que devo ter em consideração para melhorar a Autobiografia. Entrega-me mesmo uma folha impressa, com umas bolinhas assinaladas a azul sobre um conjunto de temas que deveria abordar.
Saí acompanhado pela formadora que no início da tarde tinha falado aproveitando para trocar umas impressões sobre como funciona a atribuição dos créditos, já que nada vi no PRA sobre essa análise quantitativa.
Desta vez cheguei uns dois ou três minutos depois das 19h, com o receio de já não encontrar os meus colegas a aguardar e preocupado pelo facto de como nunca vamos para a mesma sala, aumentar ainda mais o tempo de atraso, por força de ainda ter de procurar a sala onde se iria desenrolar este dia de formação.
Afinal ainda tinha os colegas todos na sala de espera e observava-mos que o formador estava numa discussão acalorada com uma aluna duma outra área que me parecia perdida e eram nítidos os esforços dele para a encaminhar sem sucesso.
A coisa lá se esclareceu e, como suspeitava fomos para uma outra sala naquele mesmo piso. Sala com um pé direito demasiado elevado que lhe confere condições acústicas horríveis, mais pobre que as outras do ponto de vista de meios audiovisuais já que continha apenas um quadro branco e um projector. As mesas estavam em “U” dalguma forma exagerado, já que com dificuldade alguém se conseguiria sentar nas mesas do topo e assim os nove presentes sentaram-se nas duas filas opostas deste “U” ficando assim todos frente a frente.
Interessante o facto dos homens se terem sentado na parte oposta à porta de entrada e as senhoras na fila contrária criando-se uma espécie de separação por sexos.
Tratava-se duma formação CP (Cidadania e Profissionalidade) sendo o formador já nosso conhecido.
Verifiquei mais que uma vez que há algum desconforto em considerar estas sessões como acções de formação, já que o formador de novo referiu que ele não estaria ali para dar formação mas para esclarecer dúvidas.
A primeira tinha a ver com o código de trabalho e foi aqui que toda a sessão girou.
Dei por mim a não entender algumas das relações que o formador fez entre os “DR’s” sentindo-o mesmo tão “rodado” com os temas que por vezes não se apercebeu que estava a “navegar”sozinho, já que a velocidade do seu raciocínio e o nível da sua argumentação elevada que usou levou a que alguns dos presentes não o tenham por certo podido acompanhar.
Ao ser-nos distribuída uma folha de actividade para efectuarmos em sala, fiz uma primeira leitura em “diagonal”. Entendi a ficha complexa, levantei o olhar para os presentes que também liam e à medida que acabavam depreendia neles algum pânico.
A brincar referi se seria para entregar no próximo mês, já que eram extensas e vastas as matérias em causa, sendo impraticável em 10 minutos a sua discussão em subgrupos.
O formador saiu para nos deixar trabalhar o tema.
Alterei a posição da minha cadeira e convenci o meu companheiro do lado a fazer o mesmo, ficámos assim os quatro frente a frente para deitarmos mão àquele desafio. As meninas mantiveram-se sentadas em linha.
O formador minutos depois regressa e começa a bordar a ficha de actividade interrompendo o nosso trabalho acabando por concluir que seria preferível incluirmos tudo na nossa Autobiografia.
Continuou-se a abordar os organogramas por mais um tempo e pude referir a curiosidade que muitas vezes encontrei, na diferença entre o organograma formal e o informal, sendo muitas vezes este último que faz funcionar os sectores, quando não mesmo as empresas.
E a sessão terminou com os presentes um pouco apreensivos sobre a forma como irão transpor para o papel tudo aquilo que se falou.
Afinal ainda tinha os colegas todos na sala de espera e observava-mos que o formador estava numa discussão acalorada com uma aluna duma outra área que me parecia perdida e eram nítidos os esforços dele para a encaminhar sem sucesso.
A coisa lá se esclareceu e, como suspeitava fomos para uma outra sala naquele mesmo piso. Sala com um pé direito demasiado elevado que lhe confere condições acústicas horríveis, mais pobre que as outras do ponto de vista de meios audiovisuais já que continha apenas um quadro branco e um projector. As mesas estavam em “U” dalguma forma exagerado, já que com dificuldade alguém se conseguiria sentar nas mesas do topo e assim os nove presentes sentaram-se nas duas filas opostas deste “U” ficando assim todos frente a frente.
Interessante o facto dos homens se terem sentado na parte oposta à porta de entrada e as senhoras na fila contrária criando-se uma espécie de separação por sexos.
Tratava-se duma formação CP (Cidadania e Profissionalidade) sendo o formador já nosso conhecido.
Verifiquei mais que uma vez que há algum desconforto em considerar estas sessões como acções de formação, já que o formador de novo referiu que ele não estaria ali para dar formação mas para esclarecer dúvidas.
A primeira tinha a ver com o código de trabalho e foi aqui que toda a sessão girou.
Dei por mim a não entender algumas das relações que o formador fez entre os “DR’s” sentindo-o mesmo tão “rodado” com os temas que por vezes não se apercebeu que estava a “navegar”sozinho, já que a velocidade do seu raciocínio e o nível da sua argumentação elevada que usou levou a que alguns dos presentes não o tenham por certo podido acompanhar.
Ao ser-nos distribuída uma folha de actividade para efectuarmos em sala, fiz uma primeira leitura em “diagonal”. Entendi a ficha complexa, levantei o olhar para os presentes que também liam e à medida que acabavam depreendia neles algum pânico.
A brincar referi se seria para entregar no próximo mês, já que eram extensas e vastas as matérias em causa, sendo impraticável em 10 minutos a sua discussão em subgrupos.
O formador saiu para nos deixar trabalhar o tema.
Alterei a posição da minha cadeira e convenci o meu companheiro do lado a fazer o mesmo, ficámos assim os quatro frente a frente para deitarmos mão àquele desafio. As meninas mantiveram-se sentadas em linha.
O formador minutos depois regressa e começa a bordar a ficha de actividade interrompendo o nosso trabalho acabando por concluir que seria preferível incluirmos tudo na nossa Autobiografia.
Continuou-se a abordar os organogramas por mais um tempo e pude referir a curiosidade que muitas vezes encontrei, na diferença entre o organograma formal e o informal, sendo muitas vezes este último que faz funcionar os sectores, quando não mesmo as empresas.
E a sessão terminou com os presentes um pouco apreensivos sobre a forma como irão transpor para o papel tudo aquilo que se falou.
Desta vez cheguei cerca de 10 minutos antes das 19h e verifiquei já que estavam outros cinco colegas conhecidos à espera. Passados alguns segundos estávamos todos em amena cavaqueira reflectindo sobretudo as dificuldades que cada um estava a encontrar e simpaticamente a ser ajudado pelos outros que, na medida do possível iam transmitindo a sua experiência.
A coisa avançava e dei por mim a perceber que ora um ora outro, de passagem olhava o relógio e eu próprio verifiquei que uma boa meia hora tinha já passado e ainda estávamos no hall de entrada a discutir sem que ninguém aparecesse.
Passados alguns minutos apareceu o formador nosso conhecido, aliás o único que conhecemos, e ficou despreocupado à conversa connosco.
Como é usual nele, rapidamente parecíamos já estar em sala, tal era a forma com que navegava nos temas e nos DR’s, para nos ajudar nas dificuldades mais evidentes.
A páginas tantas, como estava na altura de se retirar para acompanhar uma aluna de Casal de Cambra que lá tinha ido de propósito para falar com ele, questionou-nos se a nossa sessão começava às 20h.
Pareceu-me surpreendido quando lhe indicámos que estávamos a aguardar a Técnica de RVC para a sessão das 19h, onde nos seria comunicados o balanço dos crédito de cada um.
Apercebendo-se que algo de anormal estava a acontecer, dispôs-se desde logo a tentar obter as folhas com as grelhas, para nos comunicar os créditos que até então tínhamos obtido.
Passado algum tempo entrou a Técnica de RVC e apesar de se aperceber que estávamos todos reunidos com o formador no átrio de entrada, passou de rompante sem nada dizer.
O formador interpelou-a com alguma delicadeza irónica, dizendo-lhe que ela o desculpasse pois ao aperceber-se que aqueles alunos estavam à espera dela desde as 19h, tinha tomado a iniciativa de ir buscar as listagens e estava-nos a comunicar os créditos no seu lugar.
Constatámos que não teve qualquer desconforto e limitou-se a referir altivamente que tinha sido decidido que seriam os formadores a fazer a comunicação e não ela, voltando as costas continuou corredor fora, demonstrando uma total falta de respeito pelos presentes.
Foram ensurdecedores os dois ou três segundos que antecederam a troca de olhares entre todos nós.
O formador não perdeu contudo a compostura e retomou, como nada tivesse acontecido.
A partir daí confesso que senti algum desânimo e entendi que me deveria remeter-me ao silêncio, não só por este facto, como por ter verificado que os créditos que obtive estavam muito aquém dos que entendia merecer.
Limitei-me a tentar entender bem a razão que levaria à sua mudança qualitativa, explicação essa que vou espelhar no texto que hoje mesmo vou escrever.
A coisa avançava e dei por mim a perceber que ora um ora outro, de passagem olhava o relógio e eu próprio verifiquei que uma boa meia hora tinha já passado e ainda estávamos no hall de entrada a discutir sem que ninguém aparecesse.
Passados alguns minutos apareceu o formador nosso conhecido, aliás o único que conhecemos, e ficou despreocupado à conversa connosco.
Como é usual nele, rapidamente parecíamos já estar em sala, tal era a forma com que navegava nos temas e nos DR’s, para nos ajudar nas dificuldades mais evidentes.
A páginas tantas, como estava na altura de se retirar para acompanhar uma aluna de Casal de Cambra que lá tinha ido de propósito para falar com ele, questionou-nos se a nossa sessão começava às 20h.
Pareceu-me surpreendido quando lhe indicámos que estávamos a aguardar a Técnica de RVC para a sessão das 19h, onde nos seria comunicados o balanço dos crédito de cada um.
Apercebendo-se que algo de anormal estava a acontecer, dispôs-se desde logo a tentar obter as folhas com as grelhas, para nos comunicar os créditos que até então tínhamos obtido.
Passado algum tempo entrou a Técnica de RVC e apesar de se aperceber que estávamos todos reunidos com o formador no átrio de entrada, passou de rompante sem nada dizer.
O formador interpelou-a com alguma delicadeza irónica, dizendo-lhe que ela o desculpasse pois ao aperceber-se que aqueles alunos estavam à espera dela desde as 19h, tinha tomado a iniciativa de ir buscar as listagens e estava-nos a comunicar os créditos no seu lugar.
Constatámos que não teve qualquer desconforto e limitou-se a referir altivamente que tinha sido decidido que seriam os formadores a fazer a comunicação e não ela, voltando as costas continuou corredor fora, demonstrando uma total falta de respeito pelos presentes.
Foram ensurdecedores os dois ou três segundos que antecederam a troca de olhares entre todos nós.
O formador não perdeu contudo a compostura e retomou, como nada tivesse acontecido.
A partir daí confesso que senti algum desânimo e entendi que me deveria remeter-me ao silêncio, não só por este facto, como por ter verificado que os créditos que obtive estavam muito aquém dos que entendia merecer.
Limitei-me a tentar entender bem a razão que levaria à sua mudança qualitativa, explicação essa que vou espelhar no texto que hoje mesmo vou escrever.