A formação CP de hoje, muito mais do que esclarecer dúvidas tinha por base a ajuda no desenvolvimento dum tema, que podendo ser considerado "árido" e de difícil abordagem podia ser desmontado.
Na realidade na conversa que antecedeu a acção de formação, um dos presentes trazia o tema (Código de Trabalho) em causa para que pudesse ser abordado, o que facilitou a entrada do formador.
Com efeito ao Código de Trabalho foi aplicado um primeiro desmembramento, em Direitos e Deveres que tanto regem empregados e empregadores e a conversa em seu redor saltou dos contratos de trabalho para os códigos de conduta/éticos ou deontológicos.
Mesmo o organograma empresarial que inicialmente me parecia nada ter a ver com o tema em discussão por se situar num outro patamar muito mais funcional, tinha afinal enquadramento na sua vertente individual de evolução na carreira profissional que qualquer colaborador duma empresa aspira, passando-me por isso a fazer todo o sentido.
Foi-nos referido ainda que seria importante o desenvolvimento em três vertentes, a saber: 1º- Identificação (Análise) 2º - Comparação (vantagens e desvantagens) 3º - Acção (pro-actividade).
Depois de se navegar um pouco sobretudo sobre o primeiro e o segundo pontos o formador entendeu que deveríamos fazer um trabalho, dividindo-nos em dois subgrupos.
A ficha de actividade que nos entregou obrigava-nos à identificação de modelos de gestão, assinalarmos um organograma comparando-o com outros e indicar qual o que potenciaria uma melhor qualidade de serviços e projectos, mas não se ficava por aqui. Teríamos de abordar a relação entre princípios éticos e deontológicos, relacionando tudo com os tipos de modelos de gestão analisados inicialmente.
Lá nos tentámos reunir em grupos, começando a trabalhar o tema e o que resultou foi nada, já que se continuou a falar sobre toda a ficha e se abandonou a proposta inicial dos grupos.
Concluiu-se que deveríamos incluir toda a ficha apresentada na nossa Autobiografia. O que vou fazer.
Como nota final verifico que dos vinte e tal formandos iniciais restam apenas nove e estou convicto que a selecção natural que tem sido produzida, deve-se ao facto da dificuldade que a cada passo vamos verificando na discussão de temas e da complexidade que é transpor o que se sabe e o que se viveu para o papel.