segunda-feira, 28 de junho de 2010

Sexta coisa a fazer - Não desanimar

Hoje tratava-se de estar presente numa sessão de Reconhecimento que visava tomar conhecimento dos créditos obtidos pela entrega do Portefólio.
Convém explicar então o que são os créditos, a forma como são atribuídos e a sua distribuição por cada uma das três Áreas de Competências-Chave.
São precisos no mínimo 44 créditos para que o candidato obtenha a certificação.
Os créditos são distribuídos pelas três Áreas fundamentais do Referencial, a saber:
16 Créditos na Área Cidadania e Profissionalidade (CP);
14 Créditos na Área Sociedade, Tecnologia e Ciência (STC);
14 Créditos na Área Cultura, Língua, Comunicação (CLC).
A atribuição de um crédito corresponde à produção de evidências num determinado tema, sabemos já o que são temas pelo que foi indicado em textos anteriores.
Sabendo-se que as áreas de STC e CLC são consideradas “gémeas”, teremos então de obter 16 créditos a CP e 28 nas outras duas.
Gostaria agora de explicar o porquê do título. Iniciaria a sua justificação com o facto que temos de ter em conta que poderemos escrever uma Autobiografia de 200 páginas com as reflexões mais profundas sobre todas as competências adquiridas e vividas e sermos surpreendidos, por não ter com isso, obtido qualquer crédito.
O que aconteceu foi que nessa Autobiografia não abordámos qualquer dos temas obrigatório e assim sendo não ganhámos nenhum crédito.
Por esse facto aplico em título a palavra “desanimar”, já que será a primeira reacção que o cidadão comum, ao ver o esforço brutal que foi passar para o papel um percurso reflexivo que entendia recheado de competências adquiridas e não ver qualquer mérito qualitativo nesse trabalho, à luz do processo RVCC.
Teremos por isso que ter em conta os textos anteriores que escrevi e não nos esquecermos de, há medida que vamos avançando na exposição da nossa Autobiografia, ir incluindo temas que são propostos para que no final sintamos glorificado o nosso trabalho.
Por curiosidade vou indicar os meus créditos para verificarem quanta verdade há no que acabei de referir.
Lembro que a minha autobiografia foi entregue em 7 de Junho. Comportava 17 páginas que entendia bem estruturadas e com a abordagens a alguns dos temas com os quais me cruzei na minha vivência, tendo obtido os seguintes créditos.
CP - obtive 7 créditos em 16 mínimos
STC e CLC - obtive 3 créditos em 28 mínimos

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Quinta coisa a fazer - Cruzar temas com a Autobiografia

A formação CP de hoje, muito mais do que esclarecer dúvidas tinha por base a ajuda no desenvolvimento dum tema, que podendo ser considerado "árido" e de difícil abordagem podia ser desmontado.
Na realidade na conversa que antecedeu a acção de formação, um dos presentes trazia o tema (Código de Trabalho) em causa para que pudesse ser abordado, o que facilitou a entrada do formador.
Com efeito ao Código de Trabalho foi aplicado um primeiro desmembramento, em Direitos e Deveres que tanto regem empregados e empregadores e a conversa em seu redor saltou dos contratos de trabalho para os códigos de conduta/éticos ou deontológicos.
Mesmo o organograma empresarial que inicialmente me parecia nada ter a ver com o tema em discussão por se situar num outro patamar muito mais funcional, tinha afinal enquadramento na sua vertente individual de evolução na carreira profissional que qualquer colaborador duma empresa aspira, passando-me por isso a fazer todo o sentido.
Foi-nos referido ainda que seria importante o desenvolvimento em três vertentes, a saber: 1º- Identificação (Análise) 2º - Comparação (vantagens e desvantagens) 3º - Acção (pro-actividade).
Depois de se navegar um pouco sobretudo sobre o primeiro e o segundo pontos o formador entendeu que deveríamos fazer um trabalho, dividindo-nos em dois subgrupos.
A ficha de actividade que nos entregou obrigava-nos à identificação de modelos de gestão, assinalarmos um organograma comparando-o com outros e indicar qual o que potenciaria uma melhor qualidade de serviços e projectos, mas não se ficava por aqui. Teríamos de abordar a relação entre princípios éticos e deontológicos, relacionando tudo com os tipos de modelos de gestão analisados inicialmente.
Lá nos tentámos reunir em grupos, começando a trabalhar o tema e o que resultou foi nada, já que se continuou a falar sobre toda a ficha e se abandonou a proposta inicial dos grupos.
Concluiu-se que deveríamos incluir toda a ficha apresentada na nossa Autobiografia. O que vou fazer.
Como nota final verifico que dos vinte e tal formandos iniciais restam apenas nove e estou convicto que a selecção natural que tem sido produzida, deve-se ao facto da dificuldade que a cada passo vamos verificando na discussão de temas e da complexidade que é transpor o que se sabe e o que se viveu para o papel.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Quarta coisa a fazer - Incluir temas na Autobiografia

Acabei de receber o Portfólio com diversas anotações. Pelo que verifico cada um dos formadores das diversas áreas leu toda a pasta e fez um conjunto de considerações que entendeu. Parece-me natural que após a primeira entrega se receba um conjunto de orientações para melhorar a Autobiografia no sentido de determinadas passagens relacioná-las com algum tema, ou que sejam incluídos temas que ainda não o foram.
Recebemos mesmo uma folha com um conjunto de temas que os técnicos consideram essenciais, no entanto nos seus comentários que escrevem, deixam a ressalva de que poderemos em sua substituição abordar outros.
Aqui penso que começa a ser um pouco mais árdua a tarefa da melhoria da Autobiografia porque obriga a uma ginástica, já que por exemplo se obriga a incluir-se na mesma algo como a “globalização”. Considero por isso que é de facto necessário ter alguma arte para cruzar com sentido os temas para que não fiquem descabidos, ou soltos no texto.
Para isso temos de apelar à nossa criatividade e então convém parar para pensar.
Aqui deixo algumas dicas:
1º - Se desconhece o tema proposto deverá ir à net e num motor de busca “ tipo Sapo ou Google” colocar a palavra chave – no exemplo que dou seria “ globalização” - escolher um ou outro site para ler algumas passagens para formular uma ideia e colocar na Autobiografia a sua interpretação do que leu. Não esqueça se utilizar frases ou passagens completas do site fazer referência, em bibliografia, ao mesmo colocando o endereço onde recolheu a informação.
2º - Depois há que pensar no episódio da nossa vida onde aquele tema mais se enquadra e a adaptação que terá de fazer para que faça sentido com todo o texto.
3º - Ir em frente e começar a escrever. Se tiver necessidade troque impressões com um amigo ou familiar para ir aprimorando a sua ideia.
Deixo aqui um plano B, ou seja, imagine que tem de falar sobre um tema que não se enquadra na sua vida nem nunca o viveu. Neste caso aconselho-o a inventar, eu explico. Efectue o primeiro passo que indico acima, para ficar com uma ideia do que refere o tema. Depois escolha uma passagem da Autobiografia onde vai incluir um episódio inventado que contenha o tema.
Quero assegurar que muitos autores ( ex. O livro “Pappillon” de Henri Charrière), fizeram o que indico e nos seus livros criam passagens que efectivamente nunca viveram ou que foram vividas por outros, sendo por isso apenas imaginadas.
Penso ter ajudado e já temos aqui material bastante para deitar “mãos à obra” avançar para nova melhoria da Autobiografia.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Terceira coisa a fazer - Melhorar a Autobiografia

Após duas reuniões de formação: a primeira sobre o confronto com o referencial de STC/CLC/CP (*); a segunda Complementar em CLC, verifico que a autobiografia que inicialmente construí com 6 folhas, tem de ser melhorada já que nela tenho de incorporar os temas obrigatórios.
Cabe agora aqui a explicação do que são estes temas. Trata-se dum conjunto de 12 folhas que nos entregaram na primeira reunião e que estão divididos em dois blocos de 6 cada, a saber:
1 Confronto com o referencial CP - que por sua vez é subdividido em:
1.1 - Identidade e alteridade
1.2 - Reflexividade e pensamento crítico
1.3 - Argumentação e mudança
1.5 - Projectos familiares e profissionais
1.6 - Direitos e deveres
2 Confronto com o referencial CLC / STC - que por sua vez é subdividido em:
2.1 - Ambiente e sustentabilidade
2.2 - Equipamentos e sistemas técnicos
2.3 - Saúde
2.4 - Gestão e economia
2.5 - Tecnologias de informação e comunicação
2.6 - Urbanismo e mobilidade
Cada uma destas áreas de novo dividida por sua vez em quatro Temas ou DR's.
Será então destes, que teremos de escolher no mínimo 2, que deverão obrigatoriamente ser abordados na nossa autobiografia, incluindo-os em algum episódio ou momento do nosso percurso reflexivo.
Posto isto, "mãos à obra", pois o que fiz até agora está longe de conter o que é necessário para conseguir os 44 créditos, que falarei mais tarde.
(*) STC/CLC/CP - Sociedade, tecnologia e ciência / Cultura, Lingua e comunicação / Cidadania e profissionalidade.